Trata-se de unidade de conservação de proteção integral administrada pelo Instituto de Botânica do Estado de São Paulo (IBESP), órgão cuja missão é o desenvolvimento de pesquisas botânicas visando subsidiar a política ambiental do Estado de São Paulo.
Essa unidade de conservação, situada nas proximidades da Vila de Paranapiacaba, município de Santo André, SP, possui 336 hectares de área e é integralmente voltada ao desenvolvimento de pesquisa e atividades educacionais de caráter não perturbatório.
‴Os projetos são desenvolvidos por pesquisadores do Instituto de Botânica e de outras universidades, atendendo a cursos de graduação e pós-graduação, em estudos sobre a biodiversidade (fauna e flora), em pesquisas não predatórias, com algumas áreas de conhecimento pesquisadas: algas, fungos, briófitas, pteridófitas, fanerógamas, fisiologia de plantas, aranhas, opiliões, anfíbios, répteis, aves, mamíferos, peixes, entre outros. A compilação de todo o conhecimento científico gerado até o momento encontra-se no livro “Patrimônio da Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba” editado pelo Instituto de Botânica.‴ (IBESP).
A altitude em relação ao nível do mar na REBIO de Paranapiacaba vai de 750 a 900 metros. O clima é tropical de altitude, mesotérmico super-úmido, com temperatura variando, em média, de 14 a 15ºC no inverno a 21 a 22ºC verão. O Bioma é Mata Atlântica, mais especificamente a Floresta Ombrófila Densa.
A área dessa Unidade de Conservação forma um contínuo ecológico com o Parque Estadual da Serra do Mar e com o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba.
Plano de Manejo e levantamentos da fauna não foram localizados na internet.
Consta ser a “Primeira Estação Biológica da América do Sul, criada em 26 de abril de 1901 como Estação Biológica do Alto da Serra por Hermann Friederich Albrecht von Ihering. Em 1938 a Unidade passa para a administração do Instituto de Botânica, hoje denominada como Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba (RBASP), regulamentada pelo Decreto Estadual nº 24.714, de 07/02/1986.” (IBESP)
Não consta que a REBIO possua infra-estrutura para recebimento de visitantes. Além do mais, segundo a página da unidade no site do IBESP, “O Uso da Reserva para realizar pesquisas científicas bem como visitas educacionais, dependem de autorização prévia do responsável e fica sujeita a condições e restrições estabelecidas pela administração. Solicitações de autorização devem ser encaminhados com antecedência de 20 dias para o email paranapiacaba@ibot.sp.gov.br”